quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

De trás para frente - a gente aprende feito gente.

 Bom dia pessoal.

Sim, agora é dia 15/12/2021 e são 7:44 da manhã.  Estou escrevendo aqui ao menos para sinalizar : estou vivo, estou bem, estou aqui. Parece meio pesado, mas meu último post foi meio pesado, meio triste, como de fato eu estava. Meu desabafo foi sincero e foi pontual, como eu sempre digo e disse que esse é blog pessoal, não comercial e muito espontâneo. Não tenho pretensão de esconder minhas fraquezas e sei que minha filha um dia vai lembrar de todas as vezes que falhei, mas espero (mesmo) que ela se lembra de todas as vezes que dancei o "pararã" para ela dormir, ou das vezes que fiz o "seca e pula" quando ela saia do banho e dessa forma a distraia para ela não chorar ou se irritar. Sei também que muitas vezes falei "filha desculpa, o pai está trabalhando e não posso brincar com você agora'. Aliás, é sobre isso brevemente que vou falar agora nesse post de retomada, depois de meses sumido. 

Até a presente data (olha, frase bonita como a gente coloca em currículo), trabalho home-office, em um contrato, de 8 às 17h. Consegui esse emprego dias depois de ser dispensado daquele outro, e vou falar: nem eu acreditei. E abrindo um grande parênteses nisso: DEUS acredita em você sempre, mesmo quando a gente não acredita. A fé é testada em momentos assim e eu sinceramente me acho um homem de pouca fé (e não preciso ter vergonha em assumir isso).  Na verdade faltam 5 minutos para assumir meu posto e vou ligar meu equipamento de trabalho.

Vou deixar aqui algumas coisas só para eu lembrar e tratar no próximo post, de trás para frente:

Maria perdeu o dente e eu virei o Fada do Dente;

O fruto não cai longe da árvore, e eu sou a árvore - Maria e seu gênio.

O robô de Maria.

A marca de Maria - fiz minha primeira tatuagem.


Se puderem deixem comentários, ou até podem entrar em contato comigo. Quero conhecer e saber quem me lê e se me leem.


Grande abraço, e até breve.


Ah, se estiver lendo isso: TE AMO FILHA!💖

domingo, 4 de julho de 2021

Desabafo de um Pai

Boa noite pessoal.

Filha, agora eu gostaria de pedir licença do seu espaço, para fazer algo que eu realmente não gosto de fazer aqui nesse cantinho: um desabafo.

Eu, Washington Luiz, filho de mãe solteira, que até hoje não sei quem é meu pai, me volto novamente a um momento de incertezas. Perdi meu emprego na quinta (dia 01/07). Um emprego sem vínculo,  mas a qual me dediquei por 1 ano e 7 meses, indo 2x por semana. Um local onde eu achava que teria realmente uma progressão de carreira, com assinatura da minha carteira, ou mais aprendizado. Saí por mudanças na estrutura interna, mudanças de comando. Saí sem desavenças ou clima ruim, mas saí. Todo rompimento, por mais que seja esperado, é doloroso. As palavras de "força, Deus não dá nada que não possamos suportar, não aliviam a dor de perder uma fonte de renda que fará sim bastante falta para mim e minha família.  E novamente me coloco em dúvidas, quanto a minha carreira como profissional de TI. Bate a insegurança, o medo de ficar novamente 1 anos e 2 meses fora do mercado de trabalho. Eu já vinha realmente reavaliando minha carreira devido ao tempo, e particularmente pela minha idade. Me olhei no espelho, vi minha barba por fazer e alguns fios brancos. Nessa hora me dei conta (meio tarde?) que não tenho mais 20 anos, que estou envelhecendo, que a vida é finita e que ainda não realizei nada de bom para minha família. Um pai de 42 anos. O que minha filha vai falar de mim quando ela estiver mais velha? Que lembranças ela terá de quando tinha 5 anos? O que ela vai falar do pai? 

Eu, pai meio tarde (com 37 anos), mesmo com toda expectativa , toda vontade, toda esperança, ainda acho que estou longe de ser um exemplo de pai. Acho que o amor que dou, ainda é pouco. Vez por outra não me sinto tão companheiro como eu deveria ser. Ora ranzinza, ora mandão. Me vejo sendo o oposto daquilo que eu desejei ser para minha filha. E como é difícil quebrar velhos hábitos. Como é fácil dar conselhos ou ler "receitas prontas" em mídias sociais, em vídeos, em programas de TV. Conversei exatamente isso com minha esposa, sempre tão assertiva nos conselhos, nas leituras sobre como ser entender as crianças. Sei que ela está certa, mas quando Maria Tereza levanta a voz ou faz algo que não espero, pronto. Tudo que foi visto cai por terra e o modo Pai Chato entra em ação. Fico bravo, brigo, dou ordem, e depois claro, fico me questionando se agi corretamente. 

Sabe aquela minha última postagem sobre oração? Nesse momento de dúvidas eu só queria realmente sentir a força para orar por mim. Eu, homem de 42 anos, 1,91m, volto a ser uma criança assustada e cheia de medos. E como é ruim admitir isso, mesmo sabendo que há um DEUS que olha por mim, que me quer bem, e que me dá forças. Não quero realmente me sentir assim, mas nesse momento estou sim ferido. E como diz a música Super Herói de Sandy e Júnior (versão de outra música que também gosto muito It´s not Easy), que diz assim:

"Se eu quiser chorar
Não ter que fingir
Sei que posso errar
E é humano se ferir"

Acho que por hoje é só. Eu precisava falar isso, precisava expor(mais) meu lado normal aqui. E me perdoem não ser exatamente o melhor pai ou ser humano no mundo. Na verdade eu nunca quis ser exemplo pra ninguém, mas espero ser um pouco melhor do que sou hoje.

Forte abraço.

Fiquem com Papai do Céu.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

O poder da oração dos Pais

Boa tarde filha, boa tarde leitores, eis-me aqui novamente, e mais uma vez depois de um tempinho(INHO mesmo) longe. 

Tem uma música de uma banda chamada Pedra Letícia que se chama Crença. Eu gosto muito dela, pois realmente me fez pensar a respeito. O começo dela: 

"Você tem alguma crença
Me conta da sua fé?
Me diz no que você crê
Eu lhe direi quem você é"

Quero relatar aqui uma situação que vivemos (eu, Maria e minha esposa) que mudou realmente minha cabeça com relação a fé. 

Eu sempre hábito de falar aos quatro ventos que sou católico por formação e espírita por escolha. Ou ainda, digo que creio em DEUS acima de todas as coisas e acredito que quando quando você faz o bem para o próximo, esse mesmo bem retorna para você. Quando estou na rua e vejo uma folha cair, sempre me vem na cabeça : nenhuma folha cai senão por vontade de DEUS. Isso realmente é fé? Você já parou para se questionar qual é o tamanho da sua fé? O quanto você REALMENTE crê que lá em cima há um DEUS que te ama e te protege? 

Logo depois da minha postagem sobre Páscoa, Maria Tereza começou a apresentar problemas à noite. Dia sim e dia não ela acordava entre 00:00 e 01:00  chorando muito, nervosa e vomitando (não muito, mas vomitava). Tentávamos falar com ela, pegar no colo, fazer carinho, perguntar o que estava acontecendo e nada.  Minha esposa (a mãe) sempre rezava com ela a noite, antes de dormir, e eu , ficava na sala vendo tv (que é a hora que eu consigo parar). Isso desestabilizava minha noite. Maria passava mal e dormia. No dia seguinte não se lembrava de nada.  Isso durou quase um mês e nesse período eu  estava indo dormir as 2 da manhã. O cansaço foi acumulando. Nesse meio tempo procuramos a pediatra dela, e foi passado uma série de exames. Uma coisa que foi dita logo na consulta: retire o leite, vamos cortar a lactose. Como se faz para interromper um ciclo de uma criança que foi criada com leite materno, e depois iogurte, e leite com achocolatado? Pelo menos 15 dias tentamos e nada

Certo dia, minha esposa no meio da crise da minha filha me olhou e disse: não é Maria Tereza. Era como se algo tomasse posse de seu corpo e atrapalhasse seu sossego durante a noite, pois era sempre no mesmo intervalo. Em uma crise dessas peguei Maria Tereza, coloquei ela na cama e senti uma força estranha dentro de mim. Impus as mãos sobre ela e disse : Em nome de CRISTO eu ordeno que saia! Deixe minha filha descansar ! Ela é abençoada e protegida! Nesse instante Maria dormiu um sono pesado. O mal que eu julguei estar presente nos deixou. Logo depois fiz uma oração e dormimos. Minha esposa me olhou com os olhos arregalados, como se entendesse que não era eu a dar benção e sim a força MAIOR. Naquele momento senti o Espírito Santo agindo por meio do meu amor e da minha fé e isso fluiu. Já ouvi que a oração dos pais é poderosa e eu hoje REALMENTE acredito nisso.

Depois desse episódio, até hoje (dia 30/06) mantemos o hábito de deitarmos juntos, desligar as luzes do quarto, e fazer orações. Leio salmos da bíblia, oro com o coração e não apenas com coisas decoradas. A gente passa a sentir a força que realmente temos quando somos movidos por um amor maior. E nada melhor para exercitar isso do que zelar pelo bem-estar de nossos filhos.

Sobre os exames, apresentou uma verminose, ela tomou remédios e está bem, mas como eu sempre digo: temos que ter fé, mas acreditar na ciência, pois as duas podem e devem andar juntas. Eu, pai, um ser cheio de defeitos e dúvidas, achei no amor pela minha filha um caminho para realmente ter fé. A noite não é mais de dúvidas, e sim de amor e carinho, pedindo proteção ao plano espiritual, aos bons espíritos e a DEUS para que guarde nosso sono e não deixe nenhum mal chegar até nós.

E você? Em que crê? Como você sente essa força? A minha eu vou responder novamente: creio no amor.

Obrigado pela visita.

Te amo filha!




segunda-feira, 5 de abril de 2021

Maria - Amor em tempo de Covid

Boa noite leitor(a), boa noite filha, boa noite mundo.

Passam 2 minutos da meia-noite, então, posso dizer que hoje é dia 06 de abril de 2021. Fiquei muito tempo longe por diversos motivos, e tentando não enrolar muito vou falar de um deles: COVID. Não, não estou com essa doença, e até  o presente momento não posso afirmar que tive (não fiz exames para saber se tenho anticorpos), mas posso dizer que ano passado, nessa mesma época tive sintomas característicos (um deles foi perda do olfato e paladar). De acordo com dados oficiais, hoje temos pouco mais de 331 mil mortes. Uma perda irreparável de vidas. Pessoas próximas a mim tiveram a doença, e inclusive uma pessoa muito querida, que me deu a oportunidade de me reerguer profissionalmente, chamado Marcelo Diuana. Acho que já falei isso aqui no blog, mas fiquei mais de um ano desempregado e esse senhor me abriu as portas de uma empresa na qual hoje sou Consultor de TI, atuando diretamente com suporte. 


A questão toda é: tivemos que aprender a viver sem contato físico com outras pessoas além da nossa família. O vírus se propaga muito facilmente pelo ar, então basta inalarmos ou ,após ter contato com alguém contaminado, levar as mãos aos olhos ou nariz ou alguma mucosa para sermos também contaminados. O tempo médio de contágio e manifestação total da doença dura cerca de 14 dias e não é raro termos pessoas contaminadas que não apresentam sintomas (as chamadas assintomáticas) e que por isso podem estar transmitindo o vírus.  

Nós que estamos tão acostumados ao toque, a ver gente, a andar pela rua, ir para cinema, restaurantes e outros lugares que tanto gostamos,  de repente tivemos que aprender a não tocar, não abraçar, não juntar pessoas. O abraço, o beijo, o carinho, passou a ser pela tela de um celular ou pela webcam (isso quando dá). Para muitos, o carinho vai por uma voz mesmo, por uma mensagem de áudio no celular, por um sorriso com os olhos (pois as máscaras, tão necessárias, nos força a buscar outro jeito de mostrar afeto). O afeto das pessoas que tanto amamos ficou mais do que necessário, ficou mais evidente, mais essencial. E como ficam nossos filhos nessa história toda?
Como sempre digo, esse é um espaço pessoal, que muitas das vezes se encaixa em situações tão comuns a todos nós. Vou fazer meu relato de pai (tentando ser o mais gentil e realista possível com minha esposa claro).

Maria Tereza ficou em casa por quase um ano, pois a escolinha em que ela estuda precisou suspender as aulas presenciais, restando assim as remotas (por vídeo, com atividades que eram enviadas, ou até mesmo impressas e distribuídas na escola). Quando ela começou a se acostumar com os amigos, teve que parar. Como falei antes, o contato faz muita falta. Buscamos alternativas, atividades, jogos. A mãe, que é pedagoga e exerceu o outro lado (deu aula por celular) se virou em muitas. Mãe, amiga, conselheira, psicóloga, dona de casa, esposa, professora. Ah, e os nervos à flor da pele. Não é fácil entreter uma criança que em sua melhor fase,  da descoberta,  do contato com diferentes pessoas, da disciplina de horários, precisou ficar em casa e só saia em na rua em momentos especiais e ainda por cima usando máscara e sempre álcool 70%. Para um adulto que possui todo o conhecimento na ponta dos dedos já era ruim, para uma criança é mais ainda. E haja amor viu? Foram conversas, choros, brigas , e beijos e abraços e cumplicidade. Todos nós reaprendemos o valor das pequenas coisas. Um abraço apertado à noite, um colinho para dormir, uma música cantada baixinho, um filme assistido juntinhos (mesmo que esse filme seja visto 10x). Sim, não é fácil, mas acredito que tudo isso seja para evoluirmos. ELE sabe o que faz e nós temos que aprender, pelo amor ou pela dor.


Maria cresceu bastante nesse ano que passou, e está tão vaidosa que até um canal no Youtube tem! Adora tirar fotos, contar histórias, e está falando "inglês" como ninguém. Já eu, nesse ano longe do blog,  trabalhei um bocado, ao ponto de, no dia que ela fez 4 anos, logo após cantar parabéns e cortar o bolo (por vídeo chamada e com a presença de poucos amigos aqui em casa), eu precisar sair para fazer uma proteção veicular de um amigo do bairro que moramos. Louco né? Sim, mas sempre fiz o meu melhor, para ela por elas. Sempre com máscara e álcool.

Para não me estender muito nesse recomeço, vou falar sobre a Páscoa (dia 04/04/2021 - domingo). A mamãe da Maria comprou ovos de Páscoa com uma pessoa muito querida, amiga nossa.  Na madrugada (as 6:30) despertei e resolvi preparar a surpresa : colei pegadas de coelhinho, e em cada uma delas coloquei 2 bombons caseiros (preparados pela mamãe), levando até um lugar que estava uma cesta com os ovos. Fui deitar novamente as 8 da manhã, pois não queria que ela achasse que o Coelhinho de Páscoa passou por mim e eu não o vi. Disse para mim mesmo que não iria conseguir dormir, pois depois que acordo realmente não paro. Sabe o que me fez descansar? Deitei na cama, e ela (que estava na nossa cama), sentiu minha presença e foi se chegando, ficando em meu braço. Isso me acalmou, me deixou tranquilo e me deu paz para dormir. E assim fomos até as 10 da manhã. Ela acordou, abriu a porta do quarto, viu as pegadas e foi. Aqui embaixo vou colocar o vídeo. Missão cumprida. Ela adorou e nós sentimos que mais uma vez fizemos a coisa certa.  Espero, no fundo do meu coração que esse período seja o momento para nossa fé ressuscitar, e que nunca percamos a esperança.


Hoje (ontem, 05/05/2021) antes de ela dormir, cismou de vir para meu colo, me deu um beijo no rosto e falou  - Meu gostoso. Olhei para minha esposa que estava deitada na cama e falei : - você ouviu isso? Minha esposa riu e falou : - tira o olho que ele é meu hein. Maria Tereza, muito levada falou que eu era o gostoso dela. Brincamos um pouco, a fiz rir e dona mamãe (sempre ela) teve que acalmar para que finalmente essa menina levada e ligada nos 220V dormisse.

E o amor onde vai parar nessa história? Em cada gesto, cada suspiro, cada ensinamento, cada descoberta. Cabe a nós aprendermos diariamente a amar cada dia mais, pois "a vida é trem-bala parceiro, e a gente é só passageiro prestes à partir".

Obrigado pelo carinho, pela atenção e pelo tempo.

Te amo filha!








segunda-feira, 2 de março de 2020

Memórias

Olá. tudo bem? Você mesmo que está lendo esse blog, que procurou no Google, viu alguma referência ou até mesmo veio aqui nesse espaço porque alguém te falou para vir, me responde uma coisa (ou pense sem me dizer) - qual é sua primeira lembrança? O que te passou pela cabeça?
Já faz pelo menos uma semana que estou com essa ideia fixa de escrever sobre memórias, por "n" motivos.
Minha primeira lembrança  é de eu,  fugindo do berço para dormir junto com uma tia minha. Eu deveria ter no máximo 3 anos. Sim, nunca gostei de ficar sozinho e isso literalmente vem de berço. 
Vamos falar então de memórias, de forma solta, como gosto de ser aqui nesse espaço.

Dia 05 de janeiro de 2020 eu, por ordens médicas (ordens essas de pelo menos 2 anos atrás) voltei para academia, voltei a malhar. Sinto dores constantes na coluna, no nervo ciático, e pelo que me foi passado, a musculação ajudaria a fortalecer meu corpo, meu abdome, para proteger a coluna. E lá fui eu, com 40 anos, de óculos,  um tiozão (como diz um amigo meu), passar por avaliação física para voltar a pegar pesos , em média 1/3 do que pegava quando parei de malhar. Seguindo uma série montada pelo professor vou perseverando 4x por semana .

Agora sobre Maria Tereza (afinal o espaço é dela), tenho algo importante a dizer. 

Dia 10 de fevereiro de 2020 foi seu primeiro dia de aula. Primeiro dia de um novo ciclo, de uma nova vida, e se DEUS quiser, um caminho sem volta,  rumo ao conhecimento ao aprendizado contínuo. Dois dias antes, portanto um sábado, eu e mamãe fomos comprar mochila, lancheira, avental e outras coisinhas para que nossa filha tivesse o necessário, sem exageros, para começar essa nova etapa. 
No dia, mamãe deu banho, arrumou   Maria, deu almoçou e logo depois fomos todos (eu, mamãe, vovó e dindo) levar para a escola que fica há 3 quadras de nossa residência. Entrou chorando, não queria ir, não queria sair de perto da gente e com muito custo foi. Parecia que o mair sofrimento era da mãe e da avó. Eu ali me mantinha forte, tentando passar calma, entendendo que tudo aquilo era necessário. Foi no colo de uma auxiliar, chorando. Dindo levou a mamãe de carro para a escola em que ela trabalha (e já estava atrasada), vovó foi pra casa, e eu, não consegui sair da escola. Fiquei do lado de fora, por 2 horas (de 13 às 15), sentado no banco, esperando meu anjo sair, enquanto ouvia choros de crianças e rezava para não ser Maria Tereza. Enquanto isso um filme se passava pela minha cabeça. Memórias....
Lembro do C.A (hoje seria algo como o maternal 2, a mesma série que minha filha está), e lembro de uma tia minha me deixar na sala e sair, dizendo que voltaria logo. Lembro que chorei.  pois não queria ficar. Apesar de não ser minha primeira experiência em escola (eu um ano antes frequentei uma escolinha perto da minha casa ) , era a primeira vez que eu sentia que estava em um lugar totalmente novo. Fiquei na cadeira, sentado, segurando a vontade de entrar na sala e levar minha filha pra casa, para ficar agarrado e dar um monte de beijos. Não é assim que a vida tem que ser. Tudo é um processo, e faz parte da nossa evolução, do nosso caminho. Interromper uma etapa não é sinal de amor, é sinal de egoísmo. E fui levando, vendo a hora passar.  Na saída, Maria Tereza  veio sorrindo e, ao perguntar como foi, tive a resposta mais sincera (e esperada por mim) : foi maravilhoso! E fomos assim sorrindo pra casa. Começamos bem! Em casa comeu biscoitinho com banana amassada, logo depois de tomar banho e ficamos de dengo. Quando mamãe chegou , muito mais dengo e beijos. O sono da tarde? Ficou para a mamãe fazer dormir. 

E as memórias, onde se encaixam?  Em tudo! Qualquer sensação, estímulo, cheiro, som, imagem, desperta o que estava guardado. Vejo muito isso hoje, com minha filha, em cada atitude dela, cada descoberta. Eu volto no tempo também . Agora sobre mim? O que eu vejo é que nosso corpo tem memória. Sim, memória muscular. Basta um estímulo e ... o corpo responde. Com pouco mais de um mês eu senti diferença no meu corpo. O que antes estava sem tônus, voltou a aparecer músculos e confiança. Vejo cada grupo de músculo trabalhando e ficando visível a transformação em tão pouco tempo. 
Hoje, enquanto escrevo esse texto (após o carnaval), vejo que foi sim a melhor escolha que fiz. Minha saúde agradece e Maria Tereza também, pois vai ter um pai mais disposto a brincar e aguentar seu pique. 

Olhar para a Maria na escola é como relembrar cada momento meu, cada dia de aula. cada brincadeira, cada amigo que fiz e lembrar de cada professor e professora que foi importante em construir meu pensamento crítico. Pai e mãe educam, mas professores mostram o caminho. Se hoje eu estou aqui escrevendo esse blog, foi porque quanto eu tinha 16 anos e estava no primeiro ano do ensino médico (antigo 2º grau), tive aula de literatura com um professor chamado Severino. Eu tinha tanta admiração e respeito por esse senhor, que hoje eu só queria que ele soubesse que aquele aluno que era apaixonado por poesia, aprendeu a escrever com o coração.

Maria Tereza vai seguir o mesmo caminho, vai amar cada coisa que fizer e vai fazer sua história ser linda, do jeito que ela quiser. Ela vai saber que no fundo, cada passo que damos é parte da jornada. E nessa jornada estaremos sempre apoiando. Nem sempre vamos sorrir, mas vamos sempre orientar com amor, carinho e respeito.

No próximo post vamos falar sobre Carnaval. E tem coisa legal vindo aí.  Por enquanto vou deixar umas imagens da minha Pequena Grande Menina.

Beijos e abraços!











segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Renascimento e Redescoberta

Boa noite filha, boa noite a quem se interessar.
Agora são 00:08 do dia 24 de dezembro de 2019. Me dei conta que desde agosto que não posto nada aqui neste espaço. Eu já falei isso antes e vou falar novamente, mas sim, a cada dia que eu pensava em postar alguma coisa, eu fazia outra. Prestei concurso público todo tempo livre à noite eu me dedicava a estudar pelo menos uma hora. Não foi só isso, eu também acabei abrindo mão de escrever para buscar novas possibilidades de ganhar dinheiro, com vendas de proteção veicular e com isso, à noite eu montava as imagens para divulgar.  Sim, me dei conta hoje, vindo do trabalho (já falarei sobre isso), que fui tantas coisas esse ano de 2019, que acabei me distanciando do que eu realmente sou. 
Eu, pai amador, que ama tão intensamente que (pegando um pouco da ideia de Fernando Pessoa), chega a fingir que não é amor, o amor que deveras sente. Com todas as minhas imperfeições, tentei ser o melhor para você filha, indo para a rua, panfletando, ficando em pé por horas, tentando me reinventar em área profissional diferente da minha formação,  achando que eu não era capaz de fazer aquilo que fiz boa parte da minha vida (que é atuar na área de suporte em T.I) e ainda por cima tendo obrigação de provar para o mundo que eu sou sim CAPAZ.

Nesse tempo eu vi você crescer, se tornar cada dia mais independente a ponto de finalmente não fazer mais xixi e cocô na cama, ao menos durante o dia.  Não foi fácil, não foi simples,  mas conseguimos. Agora só falta tirar a fralda da noite, e creio que vamos conseguir em breve.

Filha, em uma dessas minhas loucuras para vender, conheci um pessoa que pegou meu currículo e levou para sua madrasta, que distribuiu e deixou na empresa dela. Dia 05 de novembro de 2019, 14 meses após ser mandado embora do meu último emprego, me deram a oportunidade de fazer parte de um grande time de profissionais. Ainda sem vínculo (são 2 dias na semana), mas a chance de eu mostrar que sou CAPAZ SIM!  Dia 07 de novembro, depois que você e sua mãe foram me encontrar no Barra Shopping e passear junto com seu Dindo e Gabriel, em casa, quando você foi escovar os dentes , o banquinho escorregou e você bateu com a cabeça na pia do banheiro. Imediatamente corremos com seu avô para o hospital. Resultado: 6 pontos. Eu não gosto de lembrar , pois a sua dor foi nossa, e eu sinto sempre que fecho os olhos. Ver você chorando, e levando ponto foi como ser machucado por dentro. Nesse dia meu amor, eu acordei para trabalhar às 7 horas da manhã de quinta e fui dormir às 6:30 de sexta, pois ficamos no hospital de 00:00 até 05:30. Não sei como consegui ficar tanto tempo acordado e ainda com forças. Sua mãe foi incansável também e ai de nós se não fosse ela. Graças a Deus e aos bons espíritos você se curou rápido.

Falando em bons espíritos, foram graças a eles, a força e a fé de sua mãe e de amigos que realmente se preocupam, que hoje eu consigo enxergar o quanto cada minuto de dor foi necessário. DEUS coloca provas diárias para ver até onde vai nossa fé. ELE nos faz dobrar o joelho para que possamos entender que tudo é no tempo e na vontade DELE.  Hoje eu consigo enxergar isso, mas não era fácil. E ai de mim filha, se não fosse teu sorriso para me dar forças. Ai de mim se não fosse tua mãe para me jogar pra cima quando nem eu mais acreditava em mim.

Dia 05 de dezembro eu e sua mãe completamos 10 anos de casamento, no religioso e você foi quem mais aproveitou o bolo. Te amamos filha!

Dia 13 de dezembro viajamos para Cabo Frio, eu você, sua avó e depois seu avô. Ficar com você agarrada em mim  na água com medo, mas se divertindo, foi a coisa mais gostosa que vi nesses meses. Você andou de barquinho, levou água no rosto e adorou! Eu vou sempre te proteger e prometo, vou fazer você ter orgulho de mim.

Hoje estou voltando a ser quem eu era: pai, marido, profissional de TI e escritor.


Obrigado por tudo!

Te amo!






















terça-feira, 13 de agosto de 2019

3 anos - Maria crescendo e eu...aprendendo

Oi filha, boa noite, ou bom dia. Sinceramente espero que seja bom dia, e que você não esteja lendo isso tarde da noite. Nem que tenha continuado com seu hábito de dormir depois das 23:00 (vulgo, onze da noite). Me dá licença tá? Vou falar de você agora como um desabafo, mas um desabafo bom, de pai.

Dia 20 de julho de 2019 essa linda menina completou 3 anos de idade e, graças a mãe, avós Márcia e Francisco,  dindos Vera & Julio, Inês e Chiquinho,vó Terezinha,  além claro, das bisas Tereza e Áurea,  Maria teve seu bolinho (e sua festinha) realizada em casa. Eu, ainda desempregado, tive participação financeira pequena. Ajudei fazendo o chalkboard, o convite virtual, e com algumas lembrancinhas.  A questão toda aqui é que quero enaltecer o esforço incrível de uma mãe em realizar as vontades da filha. Faltando 15 das para o aniversário é que de fato a coisa foi acontecendo. Saímos para comprar material para fazer a estampa da bolsinha de lembrança, os enfeites. Os avós compraram refrigerantes, copos, material descartável. Dinda Vera fez docinhos,  dindo Chiquinho e dinda Inês ajudaram a montar as meses, arrumar o espaço. Resumindo (ou tentando) tudo ficou perfeito graças ao amor que sentimos por essa menina. O tema que ela queria (Ladybug) foi completamente ornamentado e atendido nos mínimos detalhes. Na véspera eu lavei terraço, limpei tudo. No dia limpei casa, montei mesas, peguei bolo, salgadinho. Até camisa teve! Maria usou da Ladybug e eu do Catnoir. Ficou lindo! Aproveitamos bastante e Maria Tereza ficou super feliz com sua festinha. A mim, coube limpar tudo após a saída dos convidados, ao ponto de meia-noite eu  estar passando pano na casa para tirar a sujeira que ficou. Maria então, só depois de a casa estar devidamente limpa, dormiu exausta, mas feliz.




Logo no início da semana, percebemos que Maria Tereza começou a beber suco (de maçã, que ela tanto gosta), durante o almoço. Ela tinha o hábito de só beber depois, pois ou ela comia, ou bebia (e não voltava a comer pois ficava saciada).  Uma criança que agora alcança a bancada da cozinha, que dança (mais) ao ouvir música de abertura da novela das 21h, que quer saber tudo , com uma simples frase  - "O que houve aí?".  O que mais me cativa é a capacidade que essa criança (e creio que isso seja um dom da maioria delas) é te levar a fazer exatamente o que ela quer. E temos a mania (pelo menos eu tenho, mas estou tentando mudar) de dizer não, e não dar argumentos para eles entenderem o motivo. Uma coisa hoje eu digo: um simples NÃO só dificulta as coisas. Crianças são seres puros e ávidos por informação, e o NÃO realmente só atrapalha.


Dia 27 de julho foi aniversário do priminho Rafael, e nesse dia tivemos a noção exata de como nossa filha está crescendo. Fomos para a festinha, em um salão de festas em Nova Iguaçu e nossa pequena foi sem fralda (levamos na bolsa) . Maria correu, pulou no pula-pula, foi na piscina de bolinhas e... pediu para ir ao banheiro quando teve vontade. Depois fomos ao circo, na Barra da Tijuca, junto com os avós, e o dindo Chiquinho e Gabriel.  Conseguimos chegar a tempo de ver o que nosso anjo queria: os personagens da Disney.  Tudo lindo , perfeito, e Maria ainda subiu no palco (junto de um monte de crianças) para ver de perto os personagens da Baby Shark.





Dia 11 de agosto (segundo domingo de agosto) foi dia dos pais. Pela manhã tomamos café na Duquesa Confeitaria, junto com avós Marcia e Francisco, além do dindo Chiquinho. Não vou citar claro mamãe, pois não ficamos sem ela. Depois fomos para Niterói assistir a um evento circense do SESC e depois fomos lanchar no shopping Ilha Plaza em Niterói. Dia maravilhoso! Meu presente veio na véspera (a mamãe comprou, mas eu tive que ir buscar) e Maria Tereza comeu junto comigo, no sábado mesmo, Maria adorou e eu também.









Agora, sobre o dia dos pais, sinceramente é uma data que mesmo com todo o amor que recebo da minha filha, de todo o carinho, força e motivação que minha esposa me dá, me deixa meio triste. Para ser sincero eu relutei em escrever isso aqui no blog, nesse espaço de memórias afetivas para minha pequena, mas todo o amor que hoje eu dou, também se dá a ausência que sinto do cara que me gerou. Sim, eu não faço a mínima ideia de quem é meu pai e por mais que eu tenha tentado, minha mãe nunca me disse quem é.  Hoje, quando olho para minha filha eu apenas penso no tanto de amor, carinho e amizade que eu poderia ter ao lado desse cara. E por isso, cada vez que eu penso que estou sendo chato com ela,  me coloco em seu  lugar e penso como eu gostaria de ser tratado por um pai se eu tivesse sua idade. Especialmente esse ano, que estou (ainda) desempregado , é bem complicado para mim.  Mas vamos em frente. Sei que é uma fase, e a única certeza que tenho é que o AMOR que sinto pela minha filha é o que me move a ser melhor. Não sou eu que ensino, é ela que me ensina a amar cada vez mais e a evoluir.


Beijos filha. Espero que tenha gostado.
TE AMUUUUU!!!!!