segunda-feira, 20 de julho de 2026
MariaTerezafaz10
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
Recomeço - Medo e Motivação
quinta-feira, 30 de janeiro de 2025
Eu vi o tempo passar, e minha cabeça (ou minha filha..) mudar
segunda-feira, 29 de janeiro de 2024
Eu sou o Superman
Sim, eu sou o Superman, e na verdade eu não fiquei ausente quase 2 anos, na verdade fui explorar outros mundos. Mais precisamente fui visitar o que achei que poderia ter sido o meu. Fiquei por lá, buscando alguma coisa que me trouxesse a nostalgia da minha infância. Pena que precisei voltar para a realidade, para a Terra, para os afazeres de um super-herói.
Sim, eu bem que gostaria de de fato ser o Superman, para voar e salvar vidas, ser super forte, ter super velocidade, disparar raios pelos olhos... Mas não sou, não ao menos de fato. Tenho porém uma filha que diz para todo mundo que seu pai (eu) é o Superman, afinal tenho uma tatuagem no braço (que fiz nesse meu eco de blog), além de estar em forma sim (voltei malhar por questão de saúde mental e física também).
Muito resumidamente, passei esse período por turbulências na minha vida familiar, pois perdi minha mãe (a avó da Maria Tereza), dia 27 de outubro de 2022 (20 dias após ela (minha mãe) fazer 72 anos), vítima de um câncer. Isso me devastou, pois eu acompanhei seus últimos momentos, inclusive indo com ela para o hospital e sentir sua fraqueza (e vindo a falecer 5 dias depois). Dia 15 de junho de 2023 perdi minha avó (com 92 anos), que foi internada antes de minha mãe falecer e portanto desencarnou sem saber que minha mãe havia partido antes. Foram meses internada, indo de um hospital para outro, tendo toda a assistência possível, além de carinho. Duas perdas fortes para mim, pois convivi de fato intensamente com minha mãe nos 10 últimos anos de vida, pois fui criado e educado por minha avó. Isso mexeu comigo demais.
Sabe quem teve serenidade para encarar tudo isso? Maria Tereza. Quando recebi a notícia do falecimento da minha mãe, eu estava trabalhando (home-office), e enquanto me preparava para ir para Vassouras, no hospital que ela estava, Maria chegou perto de mim e me deu apenas um abraço. Não precisou falar nada, só me abraçou e eu desabei. Foram dias ruins em que chorei todo santo dia, me culpando até por não ter sido tão amoroso com minha mãe como eu deveria ser. Eu apenas queria que ela parasse de fumar e tivesse a força para viver mais e ver sua neta crescer. Hoje, sei que ela está no plano espiritual olhando por nós.
Com a bisa Áurea foi menos dolorido (acho que na verdade estou segurando o choro por meses), pois sei que ela viveu o bastante para criar e educar todo mundo. A dor da perda é muito ruim.
Voltando à Maria Tereza, nesse tempo buscamos ajuda de um psicólogo e foram feitos alguns testes com ela. Descobrimos que ela tem habilidades especiais. Sua inteligência, é acima da média e ele foi diagnosticada com o que chamam de altas habilidades. Isso muda em partes a forma como devemos lidar com ela, no sentido de ver que ela não é uma criança que aceita sem questionar. Pelo contrário, tudo é questionado para ela. Fácil? Não. Analisando de forma fria, eu tenho a achar que ela tem as mesmas experiências que eu, a mesma visão de mundo que eu, a mesma inteligência (?) que eu. NÃO. Preciso (precisamos) aceitar que ela é um ser em formação, com vontade própria, percepção diferenciada, mas que acima de tudo precisa de amor.
Aliás, falando em amor, deixa eu falar da mãe? Eita criança agarrada com a mãe viu! Confesso também que preciso ser mais presente nessa questão, pois a mãe se desdobra para fazer tudo e mais um pouco. Ela faz o café, ela ensina o dever, ela dá banho, almoço, janta, coloca pra dormir. Eu... bem, eu vejo filme ou desenhos com ela (geralmente de heróis), levo na Vila Olímpica para brincar, dou bronca, pois sou chato...
Eu vou fechando por aqui, pois eu acho que me perdi entre planetas e assuntos. Prometo que volto logo, com alguma outra história que ficou sem narrar nesse tempo, ou alguma coisa nova que seja bem legal de contar. Uma novidade importante: Maria aprendeu a ler !
E novamente, o que mais me motiva é saber que para ela EU SOU O SUPERMAN !
OBS: desculpem novamente pela demora, mas só estou conseguindo finalizar hoje esse post (dia 29/01).
quarta-feira, 24 de janeiro de 2024
Superman - O Retorno
Só para avisar...
Hoje, dia 24/01/2024, vem coisa nova aí.
Estou voltando e tenho MUITA coisa para contar. Você ainda me segue. Curte aí ou deixa um comentário!
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
De trás para frente - a gente aprende feito gente.
Bom dia pessoal.
Sim, agora é dia 15/12/2021 e são 7:44 da manhã. Estou escrevendo aqui ao menos para sinalizar : estou vivo, estou bem, estou aqui. Parece meio pesado, mas meu último post foi meio pesado, meio triste, como de fato eu estava. Meu desabafo foi sincero e foi pontual, como eu sempre digo e disse que esse é blog pessoal, não comercial e muito espontâneo. Não tenho pretensão de esconder minhas fraquezas e sei que minha filha um dia vai lembrar de todas as vezes que falhei, mas espero (mesmo) que ela se lembra de todas as vezes que dancei o "pararã" para ela dormir, ou das vezes que fiz o "seca e pula" quando ela saia do banho e dessa forma a distraia para ela não chorar ou se irritar. Sei também que muitas vezes falei "filha desculpa, o pai está trabalhando e não posso brincar com você agora'. Aliás, é sobre isso brevemente que vou falar agora nesse post de retomada, depois de meses sumido.
Até a presente data (olha, frase bonita como a gente coloca em currículo), trabalho home-office, em um contrato, de 8 às 17h. Consegui esse emprego dias depois de ser dispensado daquele outro, e vou falar: nem eu acreditei. E abrindo um grande parênteses nisso: DEUS acredita em você sempre, mesmo quando a gente não acredita. A fé é testada em momentos assim e eu sinceramente me acho um homem de pouca fé (e não preciso ter vergonha em assumir isso). Na verdade faltam 5 minutos para assumir meu posto e vou ligar meu equipamento de trabalho.
Vou deixar aqui algumas coisas só para eu lembrar e tratar no próximo post, de trás para frente:
Maria perdeu o dente e eu virei o Fada do Dente;
O fruto não cai longe da árvore, e eu sou a árvore - Maria e seu gênio.
O robô de Maria.
A marca de Maria - fiz minha primeira tatuagem.
Se puderem deixem comentários, ou até podem entrar em contato comigo. Quero conhecer e saber quem me lê e se me leem.
Grande abraço, e até breve.
Ah, se estiver lendo isso: TE AMO FILHA!💖
domingo, 4 de julho de 2021
Desabafo de um Pai
Boa noite pessoal.
Filha, agora eu gostaria de pedir licença do seu espaço, para fazer algo que eu realmente não gosto de fazer aqui nesse cantinho: um desabafo.
Eu, Washington Luiz, filho de mãe solteira, que até hoje não sei quem é meu pai, me volto novamente a um momento de incertezas. Perdi meu emprego na quinta (dia 01/07). Um emprego sem vínculo, mas a qual me dediquei por 1 ano e 7 meses, indo 2x por semana. Um local onde eu achava que teria realmente uma progressão de carreira, com assinatura da minha carteira, ou mais aprendizado. Saí por mudanças na estrutura interna, mudanças de comando. Saí sem desavenças ou clima ruim, mas saí. Todo rompimento, por mais que seja esperado, é doloroso. As palavras de "força, Deus não dá nada que não possamos suportar, não aliviam a dor de perder uma fonte de renda que fará sim bastante falta para mim e minha família. E novamente me coloco em dúvidas, quanto a minha carreira como profissional de TI. Bate a insegurança, o medo de ficar novamente 1 anos e 2 meses fora do mercado de trabalho. Eu já vinha realmente reavaliando minha carreira devido ao tempo, e particularmente pela minha idade. Me olhei no espelho, vi minha barba por fazer e alguns fios brancos. Nessa hora me dei conta (meio tarde?) que não tenho mais 20 anos, que estou envelhecendo, que a vida é finita e que ainda não realizei nada de bom para minha família. Um pai de 42 anos. O que minha filha vai falar de mim quando ela estiver mais velha? Que lembranças ela terá de quando tinha 5 anos? O que ela vai falar do pai?
Eu, pai meio tarde (com 37 anos), mesmo com toda expectativa , toda vontade, toda esperança, ainda acho que estou longe de ser um exemplo de pai. Acho que o amor que dou, ainda é pouco. Vez por outra não me sinto tão companheiro como eu deveria ser. Ora ranzinza, ora mandão. Me vejo sendo o oposto daquilo que eu desejei ser para minha filha. E como é difícil quebrar velhos hábitos. Como é fácil dar conselhos ou ler "receitas prontas" em mídias sociais, em vídeos, em programas de TV. Conversei exatamente isso com minha esposa, sempre tão assertiva nos conselhos, nas leituras sobre como ser entender as crianças. Sei que ela está certa, mas quando Maria Tereza levanta a voz ou faz algo que não espero, pronto. Tudo que foi visto cai por terra e o modo Pai Chato entra em ação. Fico bravo, brigo, dou ordem, e depois claro, fico me questionando se agi corretamente.
Sabe aquela minha última postagem sobre oração? Nesse momento de dúvidas eu só queria realmente sentir a força para orar por mim. Eu, homem de 42 anos, 1,91m, volto a ser uma criança assustada e cheia de medos. E como é ruim admitir isso, mesmo sabendo que há um DEUS que olha por mim, que me quer bem, e que me dá forças. Não quero realmente me sentir assim, mas nesse momento estou sim ferido. E como diz a música Super Herói de Sandy e Júnior (versão de outra música que também gosto muito It´s not Easy), que diz assim:
"Se eu quiser chorar
Não ter que fingir
Sei que posso errar
E é humano se ferir"
Acho que por hoje é só. Eu precisava falar isso, precisava expor(mais) meu lado normal aqui. E me perdoem não ser exatamente o melhor pai ou ser humano no mundo. Na verdade eu nunca quis ser exemplo pra ninguém, mas espero ser um pouco melhor do que sou hoje.
Forte abraço.
Fiquem com Papai do Céu.


